lessons from the living

New Zealand
New Zealand

Fall out:
The process of opening your eyes
Acknowledging the disguise
Rummage beneath the lies
Ignoring distant cries

Stepping both feet onto the void
Forgoing the position of quiet noise
Risking all the minutes and the chores
To not surrender your very core

[because human instinct together with clean emotion is the most mysterious. yet informed, decision maker]

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Doorways

behind closed doors
Too long?

Respiros mudam de ar
Há respiros que têm chuva pegada
Outros que morrem ao ver o mar
Outros que esperam uma chegada

Respiro hoje próximo, amanhã esquecido
Ar parado que ao vento foi vendido
E os barcos que imaginámos partir?
E os sonhos que destruímos com o olhar?

O respiro não é certo
Mas a certeza guia as posições

Até que já não há posição, há sentidos
Não há nada do que esperámos, mas tudo o que nos esperava

O instinto remete à primeira infância
Em que o verde era árvore e o azul sempre o céu
Caminhos entrelaçados sem nunca se verem
O tempo de uma vida separado por um véu.

NOW

calmaIt was a vast ocean of unknowns
Parallel equations to solve within a heartbeat
It was an ocean that inside of me had grown
There were millions of species for me to greet

The ocean found its way in
I thought I had stepped onto it, chosen it: I was wrong
The ocean drops infamously and drowns my every dream
The ocean scratched the lie out of where I think I belong

There is a clever tie in the waving of the water
So clever, that I can just jump and feel its edge
But do I dare swim under the seams of my dreams
Do I fall back and deny my former pledge

This is no apologetic breeze
No telling of a wretched soul
This is a momentary freeze
Upon a life living itself as whole

Cuidar

floating

Como é que cuidamos da nossa vida?

Vivemos atrás de um véu. Não vemos completamente bem, nem nos vêm completamente bem. O véu deixa passar muito, mas deixa ficar às vezes ainda mais. E depende tanto da maneira como o usamos!

Há dias em que deixamos transparecer mais do que outros. E depois, apesar de este véu dançar consoante os ventos exteriores e as moções internas, tentamos a custo fixar-nos sempre num chão (às vezes, qualquer que ele seja), num tronco, numa decisão. Que fique claro: decisões e determinação são ingredientes importantes. Mas a maneira de assentar sobre uma opção muitas vezes deixa tudo o resto constante; isola o problema do dinamismo da nossa vida, esquecendo que também nós flutuamos.

As necessidades mudam com as circunstâncias. Os desejos ganham contornos de realidade e de palpabilidade. Como se antes brincássemos com LEGOS e agora a cidade fosse verdadeira. E o véu através do qual imaginávamos a cidade dá lugar a uma realidade nossa, viva, verdadeira tanto mais quanto melhor soubemos cuidar das peças que a construíram.

food for feeling(s)

On ro Off?
On or Off?

Há dias em que se sente tudo muito mais perto. Mais alcançável, mais real, mais nosso. Dias cansados de tanta cabeça, dias mortos por desligar a bateria e deixar o embalo ditar o caminho. Só por uns momentos.

Há dias em que o coração encontra lugares em cada pequeno lugar do nosso ser. Como se descobrisse espaços dentro de nós que nem sabíamos existir.

Muito poucas vezes consegui perceber porque é que isto acontece. A verdade é que nos ocupamos tanto da cabeça, das ideias, que o coração sente necessidade de dar sinais, de mexer algo por dentro, de nos alertar para o facto de que existe e quer fazer parte da nossa vida.

É bom saber que atrás de cada gesto, cada ideia, cada imagem que se tenta passar, há um CORAÇÃO que bate.

mergulho no voo!

Para o Arau de Brunnich, o mergulho é também um voo

Há dois movimentos, aparentemente opostos, que abraçam a vida.

Um movimento ascendente, um impulso em direcção ao céu. Um movimento descendente, um mergulho verso ao mais fundo do ser.

Nascemos de um primeiro mergulho.

Depois, passa o tempo, que nos impele a esticar, a crescer em estatura, em aprendizagem do mundo. O tempo e a vida ensinam-nos a querer, a ter objectivos, a lutar para chegar mais longe – mais alto.

Abrimos mundo e começamos a perceber que nem tudo pode ser nosso, nem tudo deve caber dentro do vaso das prioridades. São as que regamos, aquelas em que escolhemos mergulhar. Nestas escolhas queremos exceder-nos, queremos continuar uma rota vertebrada e crescente.

A inevitabilidade do futuro que chega, antes de desaparecer da quimera diária, leva-nos a conhecer-nos melhor a nós próprios e ao espaço do mundo em que nos movimentamos. E voltamos a mergulhar na profundidade do ser, melhor podados e semeados pelo desejo de cruzar o ponto mais alto e mais fundo da vida terrestre.

O mais bonito é que os movimentos se desviam e cruzam com as pessoas que escolhemos para o nosso caminho, com as decisões de fundo e os reversos da medalha que se revelam com a espiral rotativa que é crescer.

Por isso é preciso escolher bem, e decidir com honestidade de coração.

O amor que nos agarra à vida é a medida do nosso mergulho, e do voo que este nos prepara.

fios

Hunchback of Notre-Dame, puppet show

Tempo passado, a nossa passagem pelo mundo começa a afeiçoar-se. A pessoas, a coisas, a espaços: desde que nascemos, estes moldam-nos e nós a eles. E é bom, na medida em que nos torna humanos e nos sustenta o sentimento de pertença, de laço, de ligação fraterna à vida.

Mas no reverso da medalha, há alturas em que o afecto se torna dependência, os laços transformam-se em fios.

Fios que nos atam a recantos passados. Fios que prendem o interior e amarram feridas antigas a arcas de memória por arrumar. Fios que cobardemente entregam as nossas decisões a medos, movimentos a ideias pré-concebidas, mudanças a inércia.

É muito boa a sensação de cortar os fios que me atrasam, que me impedem de ser verdadeira. Cortar lentamente e livremente as prisões do espírito e da mente. A princípio, deixam-me desequilibrada: porque achava eu que estas prisões eram aquilo que me sustentava.

Depois, com paciência, reaprendo a andar, sem os fios de um teatro – com liberdade para ser eu.