[se sou quem sou, a ti o devo]

 

summer_london
Gordon Square, London

Today I celebrate you – the uncommitted, disenchanted, frivolously indifferent foreigner to the comings and goings of my daily life. You, unknowingly present at the edge of the bottomless deep – the undedicated words, intentional dismissals, prompt criticisms and limited horizons. Your impactful smiles, bereft of momentary intention. Never was it too much.

None of the most important decisions would have arisen had it not been for the faulty pavements you lay before me. Summer shall come, to the patient and patiently trained.

Thank you. [Obrigada.]

PS: “Se sou quem sou, a ti o devo”, in Woytila Musical.

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CHANGE (wake up)

sunrise_africa
With no other clothes but those I must
No weapons to equate your delusion
I dissent from your deranged notion of just
I swim away from your en-caged collusion

You police our lives in your created net
You pollute our bodies as fast as your breath

Oh, you think you thrive with such ease
The pores of the ground cry for release
And I step on it, as roughly as before

No more.

A tempo

Atlântida recomeçou, nos quatro cantos do mundo

Havia um céu por descobrir.
Diziam que estava longe, que era inalcançável.
Diziam que a realidade trespassava o sonho
Que o sonho era fogo sem chão,
Peça de um guarda-roupa inoportuno.

Havia um mar por desvendar,
Caminhos por navegar, incerteza flutuante.
Diziam que era tarde, que a vida estava posta sobre a mesa
Que não se volta atrás no futuro
Que não se descalça o passado.

Havia mais por ver, mais por saber
Mais que o coração ainda não alcança.
O apego do bom dá lugar ao avassalador do desconhecido,
À dança do desejo imutável
De abrir as portas à vida.