Saltimbancos no Caminho

Corcunda de Notre Dame – Festival dos Tolos

Revelam-se momentos cómicos, de uma casualidade cósmica, que me fazem sentir que tudo pode ser um presente.

O ritual comprido da vida é um tecido de quebras harmónicas, notas de pé de página, e parêntesis que explicam mais que o texto, que revelam mais da cubicidade dos caminhos, das dimensões que se repetem e revêm como uma cadência de espelhos ao reflectir o reflexo. A imagem da imagem.

Tantas fotografias dos nossos tempos, que medeiam o tempo. E, tão cheios que estamos de tudo, às vezes transformamos a surpresa que nasce a cada manhã em mais um grão de areia num imenso deserto; a aventura de cada novo dia torna-se uma colagem de recortes feitos a granel, qual compras do mês.

É por isso que hoje quero agradecer as voltas que a vida dá, e os brinquedos de corda com que me presenteia. Quero agradecer os “saltimbancos” no meu caminho, os “artistas de rua”, os inesperados de sorriso fácil que, se bem procurados… estão lá todos os dias!

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